quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

BRASIL, CARNAVAL: ORIGEM E OS PERIGOS DO CARNAVAL QUE SE PERPERTUAM AO LONGO DE CADA EDIÇÃO

Nos últimos dias estamos vivendo um momento de ansiedade por parte de pessoas não evangélicas sobre  os quatros primeiros dias do mês de março, momento reservado para celebração do Carnaval. A origem do Carnaval remonta segundo dados do site Wikipédia (Fevereiro de 2014) o Carnaval tem sua origem:
     *Como  uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C..1 É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.2 A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque.O Carnaval do Rio de Janeiro está atualmente no Guinness Book como o maior Carnaval do mundo, com um número estimado de 2 milhões de pessoas, por dia, nos blocos de rua da cidade.3 Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.
Contudo chamamos a atenção para um artigo de opinião publicado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo escrito por Pedro Tobias que é deputado estadual pelo PSDB, médico ginecologista e mastologista. Podemos a partir de então ampliar nosso olhar sobre os perigos do Carnaval, algo que ão é públicado corriqueiramente.

Os perigos do carnaval**

Opinião

Pedro Tobias

Com a chegada do Carnaval, dois temas relevantes de saúde pública merecem atenção especial das autoridades e da própria sociedade: as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), especialmente a Aids, e a gravidez na adolescência. Todas as campanhas educativas de prevenção são intensificadas nesta época do ano buscando reverter um quadro cada vez mais crescente e real.

Dados do Ministério da Saúde sobre a Aids revelam que, nos últimos três anos, está ocorrendo uma inversão na proporção de acometimento da doença em homens e mulheres, especialmente na faixa etária de 13 a 19 anos de idade, com um número maior de casos do sexo feminino.

A ocorrência da gravidez na adolescência também vem aumentando bastante nos últimos anos. Números oficiais mostram que, de cada 100 mulheres que têm bebês, 28 têm menos de 18 anos de idade. Isto tem sérias conseqüências físicas, psicológicas e sociais.

As recentes pesquisas mostram ainda que nos meses de novembro e dezembro aumenta o número de nascimentos, comprovando, assim, que as jovens engravidam mais durante o período de carnaval. Por isso há a necessidade de uma conscientização intensa durante a maior festa popular do País.

A gravidez precoce é, quase sempre, não planejada e, por isso, indesejada. É um período confuso e doloroso de contradições, caracterizado muitas vezes por atritos na família, na escola e no ambiente em que vive a adolescente. E é nesse turbilhão de emoções que normalmente ela começa a entrar em contato com sua sexualidade. Portanto, a gestação na adolescência ocorre por falta de informação, por desconhecimento de métodos anticoncepcionais, por descrença de que realmente possa engravidar, por necessidade de agredir a família ou por carência afetiva.

Essa gravidez é de um modo geral enfrentada com muita dificuldade. O medo da perda da proteção familiar e da repressão social abalam a auto-estima da adolescente que, acuada, pode deixar de estudar e até de trabalhar. A gravidez precoce é vivida como um momento de muitas perdas e as complicações físicas e psicológicas ocorrem com mais freqüência.

Daí a importância de praticar sexo seguro, com responsabilidade. Em todas as relações sexuais deve-se usar o preservativo (camisinha), pois com ele todos estarão se protegendo não somente da Aids mas de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a herpes, além de evitarem a gravidez indesejada.

*http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval

**http://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=287653