quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Sermão: O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO


Alevilson da Silva Tavares¹

SERMÃO: Evangelístico
TEMA: O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
TEXTO: Jo 1.29
LEITURA: “No dia seguinte João viu a Jesus que vinha para ele, e disse Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

A Paz do Senhor para todos!
Agradeço a Deus por condicionar a oportunidade de pode ser um canal de Jesus como Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo (Jo 1.29).
O Homem na sua essência pecaminosa despreza o sacrifício vicário de Cristo na cruz do Calvário, mesmo sabendo, que sua morte foi antecedida por um brado e logo expirou (Mc 15.37). Mas deixou tudo consumado (Jo 19.30).
O desprezo e ação intensa por oferecer-se como sacrifício, não a Deus, mas ao diabo através dos vícios em suas facetas de prostituições, jogos, mentiras, feitiçarias, homicídios tem deixado o homem com uma mancha de pecado que o torna impuro (Is 6.5) e isso só tem aumentado pois o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que ilhes não resplandeça a luz do Evangelho da Glória de Cristo, que é a imagem de Deus (II Co 4.4).
Agora o povo que estava em trevas viu uma grande luz e sobre os que habitavam na região da sombra da morte a luz raiou (Is 9.2). Jesus se apresentou, inicialmente, como a luz para que o mundo pudesse vê-lo como o Cordeiro que seria morto por todos. O homem não poderia perder nenhum capítulo dessa linda história: Como cordeiro foi levado ao matadouro, e como ovelha muda perante seus tosquiadores, assim ele não abriu sua boca, finaliza o profeta Isaías (Is 53.7).
Ele sendo a Luz do mundo. Foi uma afirmação oportuna mediante a dificuldade de se entender o ministério que se desenvolvia ao longo dos três a que se dedicou intensamente. Assim o evangelista João não se poupou e registrou o que ele afirmou: Eu sou a Luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não pereça nas trevas (Jo 12.46).
Ele provou que não quis deixar o homem nem em sombra de morte. Ele visitou a escuridão, o mundo de pecado para que o homem fosse envolvido por essa luz e viesse a ser reflexo. Ser a luz do mundo também destaca Mateus em seus escritos sobre a fala de Jesus diante das primeiras palavras de ensinamentos aos que lhe seguia no mais belo discurso jamais ouvido conhecido como sermão da montanha. Vós sois a luz do mundo, não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos os que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus (Mt 5. 14-16).
            João Batista em sua missão desbravadora de preparar o caminho do Senhor, indo ante a sua face como Profeta do Altíssimo (Lc 1.76) ao deparar-se com o mestre exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo (Jo1.29)”. Essa ação de tirar o pecado do mundo se deu pelo derramamento de seu sangue abrindo precedente assim a remissão de nossos pecados. Mas se faz necessário elencarmos alguns requisitos indiscutíveis a serem apreciados com todo cuidado aos que aspiram essa remissão de pecados. Vejamos alguns deles:
Sob a ótica joanina isso converge para que “que Deus é luz, e não há nele trevas nenhuma” (I Jo 1.5) e ainda corrobora “Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado” (I Jo 1.7).
O comportamento de Abraão em ser impelido por Deus para oferecer seu único filho. O Isaque. Já direcionava sobre aquele que seria oferecido diante em favor de outros. Assim como a serpente foi levantada no deserto importava que o Filho do Homem fosse levantado, para que todo aquele que nele cresse, possa ter a vida eterna (Jo 3.14-15).
Era de praxe para aqueles que buscassem a remissão dos pecados nos tempos da Lei cumprirem um direcionamento mosaico em que precisava entregar a um sacerdote mediante o templo um cordeiro, sem mancha, que não fosse cocho ou aleijado. Isso já prenunciava Jesus e sua atuação.
Mas a aparição inicial de indícios sobre um cordeiro como Salvador dos pecados do homem começa lá no Édem, quando Adão pecou e se viu nu Deus viu a necessidade de cobri-lo. E isso não demorou. Deus tomou túnicas de pele e os vestiu (Gn 3.20), para tanto demandou a morte de algum animal.
Outro momento que merece destaque se dá no período em que os hebreus estavam prestes a sair do jugo e a escravidão egípcia. Deus orientou a Moisés que notificasse ao povo sobre o que deveria ser feito na noite que antecedia a sua saída do Egito. Disse Deus: Falai a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa (Ex 12.3). No versículo 5 deste capítulo explica que o cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.
É preciso pontuar o destaque para o sangue do cordeiro que deveria ser usado para se marcar os umbrais das portas para que resguardasse mortandade que haveria de vir sobre a nação egípcia dizimando os seus primogênitos, do homem até o animal do campo.
Além de outros elementos que constituem esse acontecimento está o fato de se consumir o animal que deveria ser assado e que nada dele fosse consumido cru. Vejo como o Espírito Santo deve atua no fato do homem apropriar-se de Jesus. Não tem como conhecer-se a Jesus sem a divina revelação do Espirito Santo de Deus.
O Sacrifício praticado anunciou sem sombra de dúvidas como se daria a morte de Jesus. Contudo o que seria do sacrifício de Cristo se o homem não atribui o valor devido. Não que Jesus necessitasse disso. Isso é uma questão do homem se desprender para voltar-se para o sacrifício e mais ainda para o Jesus do Sacrifício. E isso não precisa ser feito agora como dantes. Após o nascimento (Mt 1.18-25), Julgamento ( Mt 26. 57-65; 27.11-31) condenação (Mt 26.65-66), Crucificação ( Mt 27. 32-56), morte (Mt 27.50), ressurreição (Mt 28 1-10) e ascensão (At. 1.1-11) de Jesus cabe ao ser humano procurar reconhecer crendo e fazer confissão dessa crença e desejo de escape e reconhecimento de Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador do Mundo.
O profeta Isaías foi revelado por Deus e nos presenteou ao deixar criptografado a revelação que tratava sobre o que passaria esse cordeiro. É peculiar essa expressão do profeta messiânico: “Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca” (IS 53.7).
Contudo o próprio Isaías descreveu sobre a certeza que Jesus teria da consciência do seu ministério. Entendem-se assim pela expressão profética do capítulo 61.1-3. Esse texto merece destaque pela completude dos fatos e seus cumprimentos. E o próprio Jesus chegou a ratificar em seu cumprimento quando na Sinagoga, em um dia de Sábado, após chegar a Nazaré onde houvera sido criado, e, ao levantar-se para ler como era de costume leu o que foi lhe dado o livro de Isaías (Lc 4.16-17). E o texto era este: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que mim ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, dar vistas aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18-19).
O salmista Davi o viu como o rei da Glória. O salmista sugere que haja uma reverência pois o Rei da Glória estar adentrando. E completa ao surgir o questionamento quem seria o Rei da Glória. Compila ele O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. No mesmo momento destaca que Ele é o SENHOR dos Exércitos; Ele é o Rei da Glória (Sl 24.7-10).
Profeta Jeremias, conhecido como profeta chorão o menciona em vários momentos. Um deles pode ser apropriado nesse alinhamento de ideias. Quando conduz-nos a casa do oleiro. Que estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, ele tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer (Jr 18.3-4).
Como era cuidadoso aquele oleiro. Como investia tempo, inteligência, paciência e material naquele vaso que trabalhava. Como o comportamento daquele oleiro se aproxima do comportamento de um cordeiro. Quando não se preocupa e nem se deixa levar pelo que os agentes externos lhe submetem. Não pode mudar o foco do oleiro. Ainda tem a audácia, segurança, firmeza e misericórdia de inquietar o profeta dizendo Não poderei eu fazer de vós como fez esse oleiro, ó casa de Israel (Jr 18.6)?
O profeta Ezequiel apresentou como o Senhor dos profetas. O Senhor levou-o a um vale de ossos, em espírito, lançou lhes diversos questionamentos sobre o estado atual e futuro daquele exército sem vida, apenas ossos e por cima secos. E após aquela aula com a maiêutica predominando deu somente uma ordem (vejo-O como Aquele que ordena): “Profetiza sobre esses ossos” (Ez 37.5).
Daniel no livro que leva seu nome destacou a ação Dele como o que anda e faz andar sobre forno de fogo ardente (Dn 3.25); faz de festa um tribunal e de parede martelo de juíz tudo sentenciar rei profano (Dn 5.5), mostra-se atuante em cova de leões (Dn 6.22).
Os registros da inspiração divina descritas sob o punho paulino conduzem-nos a um entendimento sobre o papel desse cordeiro que tira o cordeiro do mundo. Diz Paulo: “a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crer para a justiça e com a boca se faz confissão para salvação” Rm 10.9-10.
No Livro das Revelações, o Livro do Apóstolo João, o Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo faz suas aparições e João o descreve de acordo com o que ver e ouve. Ele ver o Cordeiro e é explendido os detalhes que ele destaca, vejamos a começar pela vestimenta:
... vestido até os pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro. E sua cabeça e cabelos eram brancos como a lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo; os seus pés, semelhantes ao latão reluzente como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas. Ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece (Ap 1.13-16 ARA).
É compreensível a forma estarrecida que ficou João ao presenciar todos esses fatos descritos. Mas não para por aí. Ainda antes de carta que pede que seja escritas para as sete Igrejas na Ásia Menor Ele faz uma autodescrição. E João não perde tempo e registra nos mínimos detalhes da fala.
As maneiras são agrupadas e sete de acordo com o que se objetivava advertir ou ensinar a cada igreja. Iniciando da primeira descrição Ele se coloca como Aquele que tem em sua destra sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro (Ap 2.1). Por conseguinte se apresenta como o Primeiro e o Último, o que foi morto e reviveu (Ap 2.8); também se apresenta como o que tem a espada aguda de dois fios (Ap 2.12); como o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a latão reluzente  (Ap 2.18); como Aquele que tem os sete espírito de Deus e as sete estrelas (Ap 3.1); como o que é santo, o verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre (Ap 3.7); e ainda como Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus (Ap 3.14).
Pedro em seu discurso de defesa da fé mediante a cura de um Paralítico à porta do templo chamada formosa adverte que para que seja possível a validade do sacrifício de Jesus convertida na remissão de pecados faz necessário o homem se arrepender e converter-se de seus pecados. Mensura ele: “Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor (At 1.18-19)”.
Ele mesmo que foi reverenciado como Cordeiro de Deus que tira pecado do Mundo fez aqueles que lhe seguiam embarcar em muitas viagens pelo campo das interpretações proféticas com suas Parábolas e autodescrições.
Fez menção de ser:
·         Amém (Ap 3.14)
·         Bom Pastor (Jo 10.11)
·         Caminho (Jo 14.6)
·         Deus
·         Filho de Deus ( Jo 14.2)
·         Filho do Homem (Lc 22.69)
·         Jesus ( At 9.5)
·         Luz (Jo 8.12)
·         Médico ( Lc 5.31)
·         O Pão da Vida (Jo 6.35)
·         Porta (Jo 10.9)
·         Rei (Jo 18.37)
·         Semeador (Lc 8. 5-10)
·         Testemunha Fiel (Ap 3.14)
·         Verdade (Jo 14.6)
·         Vida(Jo 14.6)
·         Videira (Jo 15.1)



Mas também foi descrito como:


·         Blasfemador (Mt 9.3)
·         Profeta (Dt 18.15)
·         Semente da Mulher (Gn 3.15)
·         Cristo (Lc 2.11;4.41)
·         Fantasma ( Mc 6. 49)
·         Filho de Davi (Lc 20.41)
·         Filho de Deus
·         Filho dos deuses ( Dn 3.25)
·         Emanuel ( Is 7.14)
·         Maravilhoso (Is 9.6)
·         Conselheiro (Is 9.6)
·         Deus Forte (Is 9.6)
·         Messias (Jo 1.41)
·         Elias (Mc 8.28)
·         João Batista ( Mc 8.28)
·         Filho Amado (Lc 3.22)
·         Filho de José ( Lc 4.220
·         Pai da Eternidade (Is 9.6)
·         Príncipe da Paz (Is 9.6)
·         Homem justo (Lc 23. 47)
·         Jesus Nazareno (Lc 4.34)
·         Jesus de Nazaré (Jo 1.450
·         Mestre (Lc 8.24)
·         Peregrino (Lc 24.18)
·         Poderoso (Lc 1.49)
·         Rei dos Judeus (Lc 23.38)
·         Salvador (Lc 2.11)
·         Santo (Lc.1.49)
·         Santo de Deus (Lc 4.34)
·         Senhor (Lc 2.11; 6.46)



Portanto amigo você precisa entender que Jesus é o Salvador do mundo pois ele morreu para esse fim. Isso porque o homem pecou e se distanciou da glória de Deus (Rm 3.23), mas se o homem guardar o conselho do Apóstolo Paulo e praticar será salvo. É com a boca que o homem se pode usar para confessar a Jesus como Salvador, já que com o coração se crer que só Deus o ressuscitou entre os mortos.
Jesus é vida (Jo 14.6) e não vais morrer. João nos escritos do Livro de Apocalipse completa “Ao que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap. 2.11). Pois somente a morte e o inferno apontam ao serem lançados no lago de fogo como a segunda morte (Ap 20.14).
Jesus é o Salvador do mundo, por tirar assim o pecado mundo (Jo 1. 29).




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