sábado, 2 de setembro de 2023

HISTÓRICO DO CONJUNTO JARDIM DE DEUS: O Reino de Deus em evidência nas mãos do Departamento infantil de Cajueiro Touros,RN

 Alevilson da Silva Tavares

 Mateus, escrevendo o primeiro livro dos evangelhos, especificamente em Mateus 18.2, aponta para um fato que remete ao cuidado especializado de Jesus em seu ministério com o segmento infantil. Ele destaca uma situação em que Jesus, num momento de um dos seus discursos teológicos sobre posições de destaque depois que se chegasse no céu, faz uso da figura de uma criança para elevar o status de grau considerável de inocência comum nessa fase da vida.

Nesse instante, “Jesus pegou uma criança em seus braços” (Mt.18.2) e a uso como referência prática de um de seus discursos sobre o céu, sobre questões de posicionamentos hierárquicos depois que se chegasse nas mansões celestiais. Mas que privilégio teve aquela criança, em estar nos braços no Mestre. Imaginem só, uma criança nos braços de Jesus, enquanto ele discursava. Qual teria sido a reação daquela família em entregar seu filho, ou sua filha, para estar nos braços do Mestre, mesmo que temporariamente, imaginavam. Foi algo inimaginável para todos presentes, e mais marcante ainda para aquela criança e seus pais. Eles não sabiam que aquele ato de ceder sua criança ao Mestre eternizaria sua criança e toda a família, mesmo que no anonimato, mas chegariam a ficaria aquele ato fazendo parte do cânon sagrado, a Bíblia.

E não parou por aí, nesse cenário da Pedagogia de Jesus, ainda tendo como ferramenta didática a inocência de uma criança, ele tomou uma criança, apesar de não se saber ao certo a referência da idade da criança, mas era uma criança, é possível constatar quando Mateus destaca que “chamando uma criança, colocou-a no meio deles” (Mt.18.2) e a usou para afirmar “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus” (Mt.18.3).

Seguindo essa mesma análise, sobre a aparições de crianças no contexto bíblico, nos reportamos aos escritos lucano, quando “uma menina chamada Rode, saiu a escutar” (Atos 12.13) batidas na porta do pátio do local em que estavam reunidos orando para que o Senhor libertasse Pedro da prisão. E os adultos? Os adultos duvidaram da menina, de Rode. Eles alegaram “Estás fora de ti” (Atos 12.13). Mas Rode foi quem primeiro viu a resposta das orações que eram feitas em torno da libertação de Pedro. O que não foi distante da menina levada cativa para Síria, na casa da mulher de Namaã, foi essa menina que direcionou na Namaã para o homem de Deus, o profeta Eliseu (II Rs5.3). E Namaã foi abençoado pela indicação daquela menina.

Mas vejamos a continuidade dessa participação infantil no âmbito espiritual, desta vez com o personagem que tem sido uma das inspirações de eventos infanto-juvenis, o guerreiro Davi. Naquela ocasião específica, do encontro com Golias, por ser muito jovem, infantil, no segmento militar, não era contabilizado como um guerreiro. Seus irmãos olharam com trejeitos para ele, Saul ficou desfiado de seu potencial bélico. E Golias, Golias “vendo a Davi, o desprezou, porquanto era jovem ruivo e de gentil aspecto” (I Sm 17.42).

Assim vamos entendendo como às crianças veem marcando presença e importância na história do evangelho de Jesus Cristo. E a igreja Assembleia de Deus em Cajueiro, distrito de Touros, RN, também vem acompanhando essa mesma dinâmica de valorização sobre o Departamento Infantil dentro do ato de cumprir o Ide de “Fazei Discípulos” (Mt 28.19).

Sendo assim, em meados outubro de 1966, sob à Orientação Divina nossa irmã Bernadete, a mesma que Deus inspirou para fundar o Conjunto Canaã, organizou as crianças desta estimada igreja em um conjunto, que à época foi nominado Lírios dos Lares. Anos depois passaria a chamar-se Jardim de Deus.

Desde então muitas pessoas foram levantadas por Deus para estar à frente desse Conjunto Infantil, departamento basilar para o engrandecimento do Reino de Deus. Sendo inegável a verdade que através de muitas crianças Deus usa-as como canais para que esta Palavra chegue dentro dos lares. Quantos pais não foram evangelizados através do comprometimento de seus filhos com o Reino de Deus. Louvado Seja Deus!  

Louvado seja Deus por cada microestrutura da nossa igreja que tem sua atenção voltada para as crianças. Isso desde do Departamento de Ensino, nossa EBD infantil, nas classes Cordeirinhos de Cristo e Soldadinhos do Reino; Círculo de Oração Infantil, sempre aos sábados à tarde estão juntas para adorar ao Senhor Jesus através das orações e louvores; grupo de coreografia infantil, romantizado como Florzinha de Jesus; e por fim o grande Conjunto Jardim de Deus, formado atualmente por 120 crianças de nossa comunidade, Cajueiro.

E para a Glória do Senhor, estão neste instante prestando a Deus uma oferta de Gratidão por mais um ano de seu Conjunto. É verdade que as crianças estão prazenteiras, mas os pais, mães e demais familiares estão imbuídos do mesmo sentimento de alegria, por estarem na Presença do Senhor, desta feita para agradecer. Louvado Seja Deus!

Desta forma tem sido unânime que este momento só estar sendo possível por uma somatória de fatores vivenciados ao longo de mais de 5 décadas, entre eles, despontando como o principal: A ação direta de Deus em diferentes contextos, na pessoa humana, no ambiente, nos recursos, nos corações, em si. E nessa direção pontuamos outros que nesta esteira tem sido acrescido para glorificação de nosso Deus, no Dia de Hoje. E também o sentimento altruísta de cada pastor, a saber:

·        Pr. Elias

·        Pr. José Gonçalo Miguel,

·        Pr. Sebastião Rodrigues,

·        Pr. Victorino Lima,

·        Pr, Jeremias Alves,

·        Pr. Ivanildo Lima,

·        Pr. Manuel Ferreira

·        Pr. João de Souza

·        Pr. Romualdo da Costa

E na somatória dessa equipe que Deus tem levantado para estar frente, de forma direta, deste estimado departamento, vem-se contando desde então com diferentes figuras que merecem ser colocadas luz sobre nome de cada uma delas. Sendo elas:

·        Bernadete

·        Maria das Dores Miguel

·        Gizelda Cavalcante

·        Maria das Virgens

·        Kelma Miguel

·        Suely Ramos e

·        Lídia Baracho

·        Francisca Lopes e Equipe

·        Rosinha Tavares

Na finalização dessa grande comissão para trabalhar junto a esse departamento, Deus inspirou, capacitou e honrou as abençoadas:

·        Abias Tavares

·        Alessandra Tavares

·        Alícia

·        Amanda Gama

·        Célia

·        Claudia Laís Garcia

·        Damares Tavares

·        Edileide Rodrigues (Adolescentes)

·        Eduarda (Brito)

·        Francinete Teixeira

·        Gersonita Florêncio

·        Gildeneide Teixeira (Adolescentes)

·        Hozaneide Gomes

·        Iara Florêncio

·        Ivanir Tavares Florzinha

·        Ivanise Tavares

·        Jacira Graciano (Adolescentes)

·        Janaina Nascimento

·        Jerusa Teixeira

·        Jéssica (Felipe)

·        Josicarla Gomes,

·        Moniele Baracho(Adolescente)

·        Oziara Tavares

·        Raabe Gomes

·        Rafaela

·        Simone Nascimento

·        Suedna

E para a Glória do Senhor nosso Deus, atualmente a equipe é desenhada pelas seguintes irmãs:

·        Elma Ramos

·        Késia Patrício

·        Aline

·        Âmela

·        Débora

·        Jayane

·        Jéssica

·        Josicarla

·        Kelly

·        Manuela

·        Naftali

·        Nelma

·        Rosane

·        Sara

·        Simone

 

Na conclusão dessa equipe do Departamento Infantil temos os jovens: Jeremias Graciano e Oziel Baracho.

Desta forma, igreja do Senhor em Cajueiro, louvemos ao nosso Senhor e Deus, a Jesus, ao Espírito Santo, com toda a alegria de nossa alma, sem se privar de adorá-lo, “sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres (Sl 126.3).


                                                                            Cajueiro, Touros, RN, 02 de setembro de 2023

sábado, 28 de dezembro de 2019

BEIRA DA PRAIA (texto em construção)

BEIRA DA PRAIA

         A rotina da beira da praia é bem diferente de qualquer lugar do mundo. Nesse espaço se tem oportunidade de olhar a vida por diferentes dimensões. Um boa conversar dar para a "gente puxar". E olhe que tem assunto para se falar desse pedaço do globo. 

Pense em um povo acolhedor e cheio de assuntos, histórias, estórias e lendas para se compartilhar. 

Só em sentar na "beira da praia" e olhar para a imensidão do mar há de se perceber uma imensidão de motivos para puxar uma conversa.

Mas veja bem!!! Na beira da praia já tem até doutor! Sem falar no pescador, professor, comerciantes, ambulante, sacoleira, cabeleireiro, atleta, empresário, gente de boa qualidade para se querer estar perto dividindo um pedaço do tempo que se tem.

Pense que você se aproximar de uma pescador com mais de 50 anos de praia e resolver pedir que lhe fale um pouco sobre como é sua vivência nesse pedaço de paraíso na terra. Olha o que ele pode lhe falar.
_ Amigo: 

_Se você, sem querer fazer nada,  de repente chegar arrumado, de terno e gravata é lido de um jeito. 

_Se chegar dando uma de turista com aquelas camisas floridas de Sílvio Santos quando estar em sua casa em Orlando, amigo vai ser uma mangação só! Um bucado de gente vai lhe olhar atravessado.

_Se chegar o com roupa toda branca já sabe, vai virar o médico da comunidade. Sua  casa vai ser mais visitada do que samburá de pescador dos dias de hoje.

_ Se chegar num carro preto e ficar com os vidros fechados rondando pelo lugar. Misericórdia! Se prepare, vão chamar a polícia.

_ Se chegar em grupo, com cabelos raspados e com desenhos e aparentar ter entre 15 e 30 anos ou 40 anos. Será mais uma preocupação para esse povo. Já tem muitos nomes para você e seu  grupo.

_ Se vier em ano de campanha leitoral e começar a entregar presente para meninada. Vão dizer logo "esse está atrás de alguma coisa".

_ Se chegar todo ensacado com calçados parcialmente fechados. A frase será certa " esse deve ser pastor"

_ Se falar baixinho e compassado e nunca andar de mãos dadas com uma mulher. Vão dizer que o Padre veio morar no lugar.

_Se der uma de metido a besta. Tipo não querer dar as horas, ficar sempre trancafiado, não comprara nas budecas ou mercearias do lugar você vai uma hora vai ouvir. O que esse besta ta fazendo aqui que não fala com  ninguém?

_ Agora se for muito alegre, prazenteiro, dado com todo mundo. Vão dizer esse cabra é alegre demais ´para o meu gosto.

_Na beira da praia  tem cabra macho, tem muito vento e céu azul, tem casa de taipa com paquete debaixo, tem muita lagosta, tem peixe, polvo e siri; remo, balanço, samburá, vela e catraia. 
       
Regra de ouro, evite corrigir o linguajar do povo local. Vão dizer na sua cara que você é sabido demais e não deveria estar morando ali era para morar no meio dos ricos.

Mas também na beira da praia não vai lhe falar uma rede para você dormir nem sombra fresca e água fria para lhe ajudar a descansar.

Você  vai encontrar um povo metido a índio comendo macaxeira, batata, inhame, tapioca, cocada, manguzá, peixe assado, carne na brasa, canjica, moqueca, jiquitaia, bejú e pipoca. Comendo todo tipo de frutas que ver pela frente.

Um povo que NÃO NEGA água, suco ou um "xirca" (xícara) de café a um cego.

Se chegar ao meio dia na casa de qualquer um morador nativo da beira da praia ele vai logo lhe perguntar "meu fio já almoçou?" 

Se sua resposta for sim, você vai logo ser convidado para comer um pedaço de rapadura, uma 'taiada' de doce de banana ou goiaba, ou vão lhe oferecer alguma fruta para tirar o gosto do comer da boca.

E se sua resposta a pergunta lá do almoço for não. Amigo se prepare. Que seu bucho vai sair 'estourado' de comer. Nem que seja de farinha com feijão branco e farofa de ovo de galinha caipira. 

Se você levar a sorte de chegar em um dia que mataram uma galinha caipira, um pato, ou um galo. Aí não tem tempo ruim. A carne vai ter sem sovinagem.

Mas o fato é ,que sair sem comer daquela casa você não vai, nem em sonho.

E quando sentar para comer muito cuidado que o povo da casa não vai fazer outra coisa a não ser olhar para sua cara e ver como estar reagindo quando 'botar' cada colher na boca. Se tiver salgado ou faltando sal não estar nem doido de dizer isso a ninguém, nem por cem e uma cocada.

E quando for comer coma  a vontade.É que casa de pescador é assim quanto mais você comer mais alegres eles ficam pois estão vendo uma afirmação que a comida estar sendo aprovada.

Mas se a refeição for no café da manhã não se anime muito com a boca. O motivo é fácil de entender, como não estavam esperando sua visita eles só comprara os pães contados para cada um comer 2 (dois) e no máximo sobrar um para cada no lanche da tarde. Então se conforme se vir alguém saindo as pressas para comprar uma 'saca' de bolacha das redondas de Boa Cica. (Risos adoidado)

Agora sendo na hora da janta fique despreocupado que você nunca incomoda nesse horário porque qualquer "real de ovo" e umas batatas resolve o problema.

Não procure a pia da casa pois sempre estará ocupada da louça enxugando. Se for no almoço, a louça do café da manhã ainda vai ser guarda, se for na janta, menino não deu tempo de devolver ao armário.

Se a casa for pequena fique esperto se eles chamarem para pernoitar eles só estão querendo ser cordiais. Tenha certeza vão pedir rede emprestado para armar no meio da sala, isso te incomoda?

Só por curiosidade observe que você vai vai dois quartos e cinco pessoas a sete pessoas para dormir. E o que sobra para você? A sala.

Mas é um povo que tem um papo bom ! Olhe é cada um de tirar o fôlego!


As conversas sempre começam do mesmo jeito. " olhe antigamente..."

E depois não tem como parar.

Ai vem história sobre desenvolvimento social, estrutural, político e cultural.

As famílias vão começar a serem citadas de várias formas. Tipo assim: naquela mora o filho de fulano. O pai dele quando era vivo era tão ruim. Não deixava os meninos nem chegar perto do três malhos para sequer uma manjuba, ele joga tudo dentro da maré para os baigue (bagre) comer mas não dava a ninguém. Mas ta aí morreu e fico tudo para os "fio" fazer confusão.

Tem um sítio por aqui bem grande que tanto menino levou nome de ladrão porque as vezes ia pegar caju ou mangaba escondidos. Mas os meninos também não eram gente acordavam ainda escuro para amanhecer o dia apanhando mangaba no cercado dele.

 E lá vem mais papo...

Mas esse que vai passando mais aquela mulher o avô deles era bem diferente daquele outro que contei agora. Ele juntava baldes e baldes de manga e dava para o povo. Em tempo de mangas ninguém comprava frutas. Era o lanche da meninada. Os meninos vivia tudo de bucho por acolá de manga.


Tem história de todo tipo. 

1. Mãe que morreu e deixou uma ruma de menino.

2. Pai que foi "simbora" trabalha e não deu mais as caras.

3. Pescador que se perdeu no mar.

4. Pai que bebia que nem cachorro.

5. Mulher não ligava prus fios.

6. Menino que estudou tanto que endoidou.

7. Família que "inricou" sem fazer nada.

8. Gente que foi "interrado" dentro de rede.

9. O Caixão da Caridade.

10. O grito do mês de maio.

11. O batatão.

12. O sombreiro.

13. O pastor que orava e o povo ficava bonzinho.

14. A mulher que tinha gato para danado.

15. O pescador que parecia que morava na maré.

16. Os meninos que eram pés de bicho.

17. O rapaz que bebia que nem a praga.

18. A mulher que só via na cola do marido.

19. Os meninos que só viviam no meio da rua.

20. O povo que morreu na beira da lagoa.

21. O motor que desligava de 8h.

22. O boca de fone da igreja.

23. O sino que avisava quem morreu.

24. Seu Zé Cuelho.

25. O professor rim que merda.

26. O filho que  não presta para nada.

27. A budega de Luizinho.

28. A farmácia de Jorge

29. Os pães de Agenor

30. As belezas de Dorinha.

31. Nicó passava remédio.

32. A Creche.

33. A Escola do Estado.

34. Assis do Posto.

35. A Telern.

36. O Estaleiro de Silas.

37.  A Colônia de Pescadores.

38. O Abrigo do Pescadores.

39. A Lagoa dos homens.

40. O Morro Branco.


41. Os olhos D'água

42. Os Araçás

43. O Poço da Moisés

44. O Porto dos barcos.

45. A Barretinha.

46. A Croa.

47. O Clube de Maria.

48. Tetê Vereadora.

49. A Igreja dos Crentes (Assembleia de Deus).

50. A Igreja do Véu.












quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ADÃO: O Homem que deu nome as coisas (POEMAS BÍBLICOS)


Alevilson da Silva Tavares¹

No sexto dia Deus resolveu Fazer
Algo bem Diferente
Ai ele fez o homem
Bonito e inteligente
Não o fez criança
Nem Adolescente
Já fez homem grande
Como o pai da gente
Fortão e bem animado
Trabalhador e muito Contente
Ele vivia em um jardim
Lá de tudo ele tinha
Porque só dava sim
Quando o Criador vinha
Naquela visita gostosa
De manhã ou tardezinha
Era tudo tão alegre
Sua Alma era Limpinha
Sempre olhou pra tudo
Sem ver uma manchinha
Logo Deus viu
Que ele estava sozinho
Sempre andando no jardim
Com cara de molinho
Deus deu uma costela
Pra esquentar um poquinho
Fez logo uma mulher
E ele ficou animadinho
Como uma pintura sem tela
Agora já era um casalzinho
Como um casal que era
Buscava se preencher
Deram nome aos animais
Mesmo sem saber ler
As plantas e as águas
Tudo nome precisava ter
Alguns meio engraçados
Que nem dar pra crer
Um deles foi varoa
Desse não dar pra esquecer
Eles aprenderam
Com o seu criador
Que de tudo podiam comer
Sem causar nenhuma dor
Deus deixou uma ordem
E não pediu por favor
De um fruto do jardim
Não podia sentir o sabor
Isso podia causar problema
Divisão, expulsão, um horror
Mas certo dia
Sem pensar
Com uma astuta serpente
Estavam a conversar
Ela sem perder tempo
O fruto começou a mostrar
Insistiu tanto
Que o fruto vieram a provar
Foi um erro muito grande
Que nem queria lembrar
Agora tudo ficou
De um jeito diferente
Já viam um ao outro
Sem cara de inocente
Isso não ficou escondido
Daquele que e Onisciente
Mesmo sabendo de tudo
Deu uma de dormente
Eles estavam escondidos
O pecado os deixou doente
Mas que erro grave
Que teve sua consequência
Deixaram o jardim
Com a plena consciência
Que haviam sido enganados
Pelo pai da malidicência
Que veio em uma cobra
Deixar a humanidade em carência
O problema estava criado
Isso sem precedência
Do Jardim foram expulsos
O homem teve que trabalhar
A mulher iria ter filhos
Com dores ia até chorar
A serpente não ficou impune
Seu ventre ia arrastar
O diabo ficou certo
Que sua cabeça alguém ia pisar
Agora o mundo vive
Somente a se complicar
______________________________
alevilsonsilva@yahoo.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2016

RECADO DE UM BEBÊ - Alevilson da Silva Tavares

Adicionar legenda

QUEM DISSE QUE EU NÃO ACREDITO NA POLÍTICA?

Alevilson da Silva Tavares



Ainda acredito na política
A política descente
A política fora das legendas partidárias
Aquela da gente como agente

A política da boa vizinhança
Do cara respeitador
Do menino que passa
E ajuda o vovô

A política da economia
Onde a gastança não tem vez
do jeito de fazer direito
Para um, dois e mais de três

A política da verdade
Doa onde doer
Que ensine o caminho correto
Pra todo cego percorrer

A política da inclusão
Que une ao invés de espalhar
Que entende a família
Para poder lhe beneficiar

A política da inocência
Onde com o pouco se vive
Onde tudo que é meu é teu
Onde se tem um povo que se realize

A política do respeito
Entre as classes sociais
Onde o branco e o negro conversam
sem se ofenderem jamais

A política do silêncio
Para se continuar com a razão
Que mesmo em momentos gelados
Continuem o calorão

A política do enredo
Não que uma escola de samba canta
Mas de um enredo de vida
Que a muita gente encanta

A política da fé
Polida, recalcada e sacudida
Com garantia de vida eterna
Mas não uma confundida

A política do amor
Que tudo suporta, sofrer e crer
Que não é egoísta e meticuloso
Mas se doa o bastante pra se viver


A política do vovô
Aquela bem interiorana
Com cara de começo
Onde se vivia em choupana

A política da gratidão
Onde o outro é lembrado
Pela boa ação que fez
E é até homenageado

A política da coragem
Com cara de brasileiro
Alegre em meio ao sofrimento
Mesmo no pesado o dia inteiro

A política da liberdade
Uma liberdade pura
Como a pureza do céu
Que a alma traz cura

Quando a política de Brasília
Se adequar a minha crença
Deixarei fazer parte da família
Disso terei consciência.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CANSADO DO BRASIL

Alevilson da Silva Tavares

Estou cansado Brasil
Das baboseiras televisionadas
Dos discursos inflamados
De ver tanta gente abandonada

Numa olha pro nordeste
vejo um amontoado de problemas
segurança, saúde, educação
não são mais prioridades, são lemas

O bravo povo do Norte
Tão longe que não os vejo
O seu potencial agrícola, econômico e turístico
é pra muitos apenas desejo

O Sul deste belo país
tá um pouco complicado
é um povo tão esperto
que seu desejo é está separado

O Nordeste então
é aquela gritaria
discriminação, preconceito e sequidão
é a conversa do boteco a padaria

O Centro Oeste do país
Um caso a se pensar
A nossa massa dominante
Deixa muito a desejar

E quando os olhos fecho
Vejo logo Sérgio Moro
Vejo a ministra Cármen Lúcia
e políticos tomando no coro

Daí quando abro um pouco
vejo Lula correndo
Renan Estressado
E cunha desfalecendo

Sem querer encarar
A resto da vida do Brasil
Vejo Dilma apagada
E Michel rindo porque ela sumiu

De longe vejo o PT
Com cara de quem quer ressuscitar
como como está desfigurado
Acho difícil tornar

Vejo o PMDB alegre
Com o resultado das urnas
com Michel no poder
e a projeção que insinua

O PSDB todo animado
feito menino buchudo
com a faca e o queijo nas mãos
achando que é o maior sortudo

vejo a universal
como máquina de fazer dinheiro
será que tem um projeto gigantesco
de fazer um presidente ligeiro?

Vejo a igreja bem atenta
pra coisas que é pra homem  natural pensar
de seus diferentes temas
não vou do mérito me apropriar

No cochilo que que dou
continuo vendo em sonho
as instituições bombardeadas
por alguém feito seu "Ontonho"

Ainda vejo leis se complicando
Para alargar a economia
mas também vejo leis cruéis
tirando da família a mordomia

Nesse dormir e acordar
muita coisa se passa
Uma com muita pressa
outras feita barcaça

Mas cadê o meu Brasil
que tanto prometeu ao seu povo
e pouco se cumpriu
quando tudo é repetido de novo

Por isso estou decido
preciso arrumar minhas malas
estou cansado do Brasil
Tenho sair feito uma bala

Posso ir pra Ásia
Pra Europa ou Oceania
Não tem problema de ir pra África
Quero sair dessa monotonia

Mas tenho que levar
Minha esposa e meu bebê
A  eles tenho muito que contar
como vale a pena escrever

Escrever que no Brasil
Só vale apena tirar o cansaço
como fazem muitos estrangeiros
esse povo com cara de ricaço

Mas mesmo cansado Brasil
Jamais falarei mal de meu país
quando daqui sair
vou dizer que é povo muito feleiz