sábado, 6 de fevereiro de 2016

Artigo: RETIROS EVANGÉLICOS EM PERÍODO CARNAVALESCO: diferentes facetas e suas contradições

Alevilson da Silva Tavares¹

O Carnaval os três dias precedentes à quarta-feira de cinzas, dedicados a várias sortes de diversões, folias e folguedos afirma AURÉLIO (2000, p.134). 
O Retiro trata-se de lugar solitário, deserto; lugar de recolhimento; tempo de recolhimento para exercícios espirituais, idem (p.605).
 O carnaval é uma data muito requisitada por parte principalmente da juventude das igrejas para a realização de retiros espirituais.
Até agora pouco se explorou dentro da literatura evangélica sobre esse comportamento tão peculiar aos evangélicos e não evangélicos em seus diferentes segmentos. Mas é bem vivenciado por adventistas, batistas, presbiterianos, assembleianos, católicos e demais correntes cristãs. não se pode negar que famílias inteiras sem nenhum vínculo religioso também estão compelidas com esse comportamento.
Os retiros pelo que se sabe empiricamente trata-se de reuniões com caráter de lazer, mesmo que acompanhados de atividades espirituais mas em sua essência predominando o lazer, onde um grupo, e geralmente esse grupo é juvenil se desloca de sua localidade e procura um refúgio, abrigo, escape em outro ponto geográfico dentro ou fora das cercanias do ponto local de sua residência, do coletivo. Os líderes dos retiros vem acreditando na maioria das vezes, em isentar o grupo das atividades geradas pelos período carnavalesco.
É de praxe que nesse período o índice de consumo de drogas, bebidas e eventos desastrosos como assaltos, acidentes e mortes se elevam a escalas astronômicas, não atingidas ao longo de todos os eventos socioculturais realizados do ano.
Mesmo com esse cenário tão claro, registrado e divulgado pela mídia em todo o momento, ainda assim a juventude e liderança ver nos retiros uma boa opção de fulga dessa realidade tão brutal.
Para muitos esse período do ano é um período de afloramento de seus instintos primitivos ligados a áreas de fantasias de comportamento sexuais. Para outros é uma oportunidade de desligar-se de laços afetivos, espirituais e sociais construídos ao longo de onze meses anteriores. Nesse período famílias são drasticamente destruídas por ilusões de momento. Momento de intimidade entre muitos casais são vulgarizados. Um beijo em um desconhecido é visto como banal e totalmente permitido. Tem gente que faz coleção por idade, sexo e padrão social. Que aberração. Mas muitos se não fizerem é vítima de “malhação” no grupo.
Onde os retiros se encaixam dentro dessa realidade? O que fazem para contornar ou livrar dos males desse período do ano? A quem socorrer em um momento tão cruel?
São questionamento que sumariamente encabeçam a discussão sobre a relação do carnaval com os retiros evangélicos. Que seja compreensível que não se busca retaliar as diferentes e muitas iniciativas de retiros. Contudo não se pretende uma adesão maciça a esse mecanismo de fuga que paulatinamente domina precisamente o meio evangélico.
A provocação talvez seja a melhor ferramenta de leitura desse esboço literário. Esperar-se um olhar apurado sobre esse que seria e é para muito o escape, não venha se tornar uma bomba relógio que apenas foi fabricada e acionada para explodir logo a alguns meses afrente. Quem ler que entenda.
A seguir pontuou-se os itens que sistematizarão a ideia central em suas diferentes faces, numa vivência local.
•              GÊNESE DOS RETIROS E O PERFIL DOS ADMIRADORES
Se você for um sujeito atento a questões comportamento de grupo perceberá que os indivíduos que se predispõe a levantar a bandeira, em reuniões de jovens, para a existência dos retiros quando apresentada pela liderança, e, essas as vezes com a melhor das intenções, são aqueles que você como líder não pode contar muito com eles para batalhas  espirituais ligadas ao evangelismo, visitas, orações e consagrações.
Agora se for sugerido que haverá confraternizações, seja qual for o teor, e isso é extremamente importante, tendo sempre o cuidado para não se tornar o lema nodal do grupo, um brado será instantaneamente ecoado no meio do grupo, Quando? E a outra que percorre será aonde? Aqui os níveis de murmurações caem bruscamente. Algumas incompreensões que surgirem logo são vencidas pelo apoio em massa que logo domina o tal como pessoa problemática.
Pois bem os mais recalcados, como podem serem tachados, são aqueles vão dizer não vou deter a uma extensa programação de férias. E sem desvanecer logo lhe indaga sobre o que existe de mais importante do que um retiro nessa época do ano. Já pensou dois ou três dias fora de casa? Longe da rotina chata propostas pelos pais? Isso porque consideramos pelos fatos usualmente refletidos no seio social que esse público é formado por um grande percentual de jovens.
Sem causarem transtornos esses “recalcados” ou “conservadores”, “radicais” ou “dedicados” nomenclaturas usuais no meio jovem desaparecem em meio a euforia comum nos momentos de ajustamentos de detalhes que são cruciais para a concretização do retiro, esses serão detestados posteriores.
Já se percebe que dois grupos distintos precisam serem  considerados: o grupo do ‘já’ e o grupo do ‘tá’. O grupo do já é presente e sempre lembrando dos momentos de descontrações, encontros e emoções características da última; a última foi assim, assado, frito ou mal passado. O grupo do tá é um grupo com afirmações do tipo tá eu vou perder mas quem  sabe de outra vez? Esse grupo é um grupo futurista pé no chão com questões intelectuais e espirituais também por assim dizer.
A destacar que o grupo do já detesta que seus pais sejam incluídos nessa programação para que ele seja configurado como careta, infantil e dependente. Seus pais são visto como um peso na mochila, mala ou pasta que já poderia ser transportado em um momento de programação cheia. Enquanto o grupo do tá ele usualmente afirma tá pai eu vou aproveitar esse período de feriado para uma programação em família. Até que eu preciso mesmo de um tempo para reordenar pontos que ficaram dispersos pelo excesso de atividades do cotidiano.
O retiro nasce de um líder que é movido pela pressão, não serei tão enérgico e pena que precisa agregar seus liderados por um estreitamento nos laços sociais. E espirituais? É verdade que sempre existem os remanescentes do bem estar em um todo.
O retiro também pode nascer das mentes ‘iluminadas’ de adolescentes que veem a vida com um olhar na velocidade de um click, que navega diuturnamente e que precisa indiscutivelmente de novidades quentes para agregar a sua linha do tempo no face, whatsapp e outros.
Talvez a gênese do retiro não seja o fator complicador mas uma oportunidade de avaliação sobre a solidez do grupo a fim de ver que estamos numa batalha, que sempre travada, não temos tempo para discutirmos dinâmicas de grupo, de socialização ou mesmo de estudos voltados a questões de relacionamento afetivo. Enquanto uma avalanche de pessoas estão sendo soterradas pela carnificina satânica.
II – ELEMENTOS CONSTITUINTES E SEUS DIFERENTES OLHARES
A realização de um retiro demanda um esforço que leva meses de investimento com diferentes itens desde a logística que perpassa desde a escolha transporte, a garantia do local de hospedagem
Em etapas podemos direcionar nosso olhar para a questão da logística por ser determinante em todo o processo. A logística se inicia quando a escolha do local de hospedagem estar definido. Primeiro começa os longos momentos de contatos para garantir o agendamento prévio do espaço. Os líderes mais precavidos quando não conhece, ou mesmo conhecendo, vão antecipadamente ao local para uma sondagem das reais condições de infraestrutura, segurança e comodidade oferecida pelo local. É fato que de um ano para outros muita coisa pode mudar em um ambiente social. Pessoas que são má companhias podem até ter se mudado para as proximidades daquele local que antes era tão sossegado.
Não se pode ofuscar aqueles que por se privarem desses cuidados só vão com todo o grupo do dia da viagem. Esse tipo de comportamento abre precedente para muitos transtornos.
Cumpridas etapas primárias, seções de reuniões são definidas para um entendimento do coletivo e tentativas de surgimento de ideias norteadas da programação que transcorrerá no evento. Isso tratando-se atividades de cunho didático e operacional a serem realizadas ao longo da programação.
Alguns itens são incluídos na pauta das reuniões e compilados pelos diversos personagens envolvidos no processo, tais como: higiene, alimentação, sonorização, transporte, vestimentas de acordo com o ambiente, brincadeira e devocional.
O transporte, tipo de veículo e suas condições de uso, é outro ponto que precisa ser discutido com bastante cautela. Pois a distância, o conforto e segurança dos passageiros demarcam a tabela de preço que será gerado para avaliação antecipada do grupo. Alguns não se importam com esses itens em destaque e comprometem definitivamente o bem estar do grupo, e após  incidentes não pode, mesmo que desejasse, algumas situações de caos gerada.
Portanto o transporte precisa ser visto como 30% do retiro. Pois a qualidade do transporte pode contribui para o sucesso ou fracasso dos primeiros momentos do retiro e dos últimos também. Já pensou um transporte sem a devida manutenção chegando a quebrar ou é impedido de seguir viagem por um órgão de fiscalização em plena rodovia. Não é desconcertante para o líder da caravana ter quer arcar com os prejuízos e ainda por cima tendo que providenciar em pleno curso da viagem seja manhã, meio dia ou mesmo anoitecer um outro transporte para 40, 50 ou mais pessoas que estão sob sua tutela?
Se esse ponto não for bem ajustado alguém poderá se comprometer até nos tribunais por colocar a vida de terceiros em risco. Algo que pode ser evitado facilmente.
Amarrada a questão do transporte é preciso elencar que não se transporta apenas, se acomoda e aloja também. Ora um grupo que fora removido, mesmo que temporariamente demanda outras necessidades que vão além da locomoção. É isso precisa estar sob o olhar atento e eficiente do líder que se propõe a realização do retiro.
Pensar na segurança oferecida pelo local e cercanias é uma tarefa que ser constantemente pontuada. Não se deve alojar um grupo num local desconhecido sem se ter a certeza de que estarão seguros. Jamais se deve entrar por esse caminho.
O líder e seus cooperadores devem criar meios, precocemente para apropriar-se de um pequeno histórico daquele povo. Sempre é válido visualizar a hospitalidade e os fatores que exigem um cuidado mais específico. A destacar existe pronto atendimento, ou pronto socorro, de fácil acesso. O local estar apto para comportar o grupo. Como posso contribui para a economia local. Existe posto policial próximo. É importante a aproximação com um nativo isso pode facilitar um conhecimento do campo de exploração.
A alimentação é outro item determinante dentro de uma programação de um retiro. Um caso bastante intrigante se deu com um grupo que se distanciando cerca de duzentos quilômetros de sua comunidade vivenciou uma dura realidade. Parte do grupo no retorno do evento ao comprar alimentos prontos e lanches se viu já no percurso ter adquirido alimentos vencidos.
Isso se deu por que ninguém conhecida a realidade local e prestes a retornar resolveu-se comprar lanche dos tipos salgadinhos, refrigerantes e outros. Após a compra e já no veículo com as luzes apagadas internamente inibiu a curiosidade da maioria que consumiu-se desprevenidamente, até que alguém percebesse no meio do grupo. Essa foi uma situação vivencial.
Portanto a alimentação precisa ser encarada como quarenta por cento do sucesso ou fracasso do retiro. Questionamentos do tipo: quem vai fazer a comida a ser servida no local, tem habilidade comprovada para cozinha para uma grande quantidade de pessoas. O responsável setor da alimentação tem noções básicas de manipulação de alimentos. E como é a higiene pessoal do futuro cozinheiro do grupo. A pessoa é cônscia de o tempero de um coletivo deve ser pensado de forma diferenciada do que habitualmente é saboreado em sua particularidade.
Pois é, a questão do alimento vai além do que comumente se imagina. O armazenamento do alimento estar em conformidade com cada tipo de produto a ser servido. Esse armazenamento deve garantir que os alimentos ficarão livres de agentes causadores de doenças. Para alguns é comum chegar a um lugar desconhecido e começa a jogar os alimentos no primeiro espaço desocupado que vier a frente e depois os prejuízos são notados ou vividos.
A comida que precisar de refrigeração tem que ter lugar garantido e em boas condições de resfriamento, se for o caso. Em hipótese de não se dispor de um sistema de refrigeração não custa nada um contato com os vizinhos mais próximos ao local do alojamento. Mas é um risco eminente esse tipo de situação. Um caso real é de deixar perplexo um coração. Uma vizinha procurou seu vizinho e alegou a necessidade de acomodar seus alimentos na geladeira do vizinho alegando que a sua estaria ocupada com fezes que estava guardando para um exame de seu filho no dia seguinte.
Já pensou se o vizinho que o grupo se valeu de seu favor estiver dividindo a geladeira ou freezer com resíduos fecais. Será um choque e tanto.  E se quando souber for tarde demais? E se os coliformes fecais estiverem sendo consumidos com toda a distração durante as refeições do tão programado ou mal programado retiro.
Cuidado na hora de comprar carne fora de casa tem sempre alguém vendendo gato por lebre. Ou carne sufocada por carne de primeira. E as vezes animais que foram vítimas de acidentes de trânsito e que não foram notificados a autoridades competentes são facilmente comercializados em pequenos “açougues” de regiões remotas.
É papel do responsável ou responsáveis agregar experiências e anexa-las a suas e garantir que questões como as destacadas sejam apenas estudos de casos e não casos para estudos.

III- A ESPIRITUALIDADE DO RETIRO E OS IMPACTOS NO CÁ, NO JÁ, NO TÁ E NO LÁ
                A questão da espiritualidade do retiro é um fator bastante delicado de ser abordado já que muitos desses eventos são efetivamente idealizados e organizados e gerenciados pelo líder maior da instituição religiosa e isso demanda cautela nas palavras e pontos a serem fatiados afim de evitar possíveis desarmonias na base bem como no conjunto da igreja.
Quando se propõe a atentar para a questão do retiro em meio ao período carnavalesco é crucial mencionar que o fator espiritualidade é o que tem deixado muitos mestres e doutores eclesiásticos desacordados por noites adentro.
E é sensato que diversas atitudes precisam serem testadas e estas não podem serem repetidamente ofertadas para não cair em desuso. Desuso? Sim, se considerarmos que por um mais atraente que seja um ambiente se sempre estiver ao alcance aquele brilho que víamos inicialmente nosso organismo o reconhece como familiar e isso faz perder o encanto do retiro, por assim dizer.
As diversas atitudes experimentais vão de encontro, é verdade, ao fato de garantir a sanidade espiritual das ‘ovelhas’. Pois bem, um líder que leva meses ou até ano para somar um ovelha ao redil do mestre não quer de modo algum deixar esta a mercê de lobos de ‘lobos’ devoradores que não chegam nem na porteira do mestre, por serem ladrões e salteadores.
É justamente esse quadro que se move, impulsa, induz ou seduz o líder a apostar nessa metodologia de interação de grupo. E a espiritualidade desse grupo estar sendo cultivada, regada, alimentada? Ou apenas se cria um liturgia para fins de registros sem se buscar uma avaliação sobre a real importância que é a aproximação dos diferentes elementos dentro de um mesmo grupo.
Atentar a riqueza de oportunidade, no âmbito espiritual, e de reflexão é uma porta que pode ser aberta pelo excesso de confiança no líder nesse processo. É oportuno retomar para o liderados sobre a temática Fruto do Espírito a saber: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança ( Gl 5.22) isso se possível sem sermões longos e desgastantes. O comportamento do líder nesse momento é um referencial no desabrochar dos novos líderes distribuídos em meio ao entusiasmo de momento.
Os impactos no Cá, no Já, no Tá e no Lá foi uma metáfora usada para fazer alusão que os envolvidos nos retiros – turistas ( no Cá), precisam ter de forma refrigerada e aquecida quando necessário o entendimento de que eles são responsáveis pelo bom cheiro de Cristo. Tanto para com no Já , envolvidos no retiro mas alheias a responsabilidades espirituais, e no tá, os que ficaram afim de que os efeitos do retiro sejam visivelmente notado no curso dos dias que sucederam ao ocorrido na vida que foi alcançada pelo toque espiritual e no lá , os nativos, aqueles que hospedaram sem dar café, almoço, jantar, banho, dormida e lanche; mas que testemunharão de forma insistente, incansável e fiel aos fatos transcorridos durante período e sempre destacando o diferencial deixado e percebido pelos cidadãos que detém de uma identidade que não abre espaço para uma segunda via.
IV – SITUAÇÕES CONFLITANTES COMUNS EM RETIROS
Esse fragmento da discussão foi retardado para que pudesse ser eliminado eventuais objeções a racionalidade argumentativa pretendida ao longo da apresentação da temática. É provável que de forma inquietante você balbuciou, tagarelou ou mesmo largou a leitura por horas ou dias mas voltou buscando construir um pensamento sistematizado a partir de um olhar mais atento e direcionado sobre a problemática que pode ser gerada por um retiro. Talvez você seja parte integrante do grupo que gosta de “degustar o prato até que ele fique limpo”. Entendendo como é satisfatória essa sensacional.
Agora que foi massageado o seu ego ou posso não ter sido tão hábil assim mas deixe-me retroceder linhas anteriores chegando até a parte introdutória da nossa conversa quando mencionou-se sobre a objetividade aqui em apresso que mostrou sendo efetivamente a provocação do olhar apurado sobre os retiros no seio evangélico.
Enquanto proporcionamos a interligação aos fatos deixe-me inquieta-lo mais uma vez. As questões a seguir são elementos constituintes de conjunto de reflexões sobre situações conflitantes comuns em retiros mas que podem serem contornadas se forem previamente planejadas.
Nessa fase da leitura é interessante que se faça demarcações de diferentes formas: sublinhando, circulando, grifando ou mesmo relendo diversas vezes, pois a fixação é produto de um interesse e entendendo das partes.
Vejamos questões que inquietam em um retiro:
ü Porque realizar o retiro;
ü O lema do retiro está bem definido;
ü Onde se encaixam os retiros num país que é atingindo por essa lepra social;
ü A espiritualidade dos envolvidos é realmente a cerne do evento;
ü Que tipo de cheiro tem sido espalhado durante os dias de retiro;
ü O nome de Deus é glorificado;
ü O grupo semeou coisas boas o bastante para poder retornar ao local do retiro novamente;
ü O tempo foi bem aplicado;
ü Existe dívida em aberto;
ü A paz desenvolvida é a de Cristo;
ü Jesus pode retornar com o grupo;
ü O líder local pode andar de cabeça erguida;
ü Se pensa nos impactos locais;
ü Houve vítima de acidentes;
ü O respeito com os nativos foi perceptível ou ficou obscurecido;
ü Policiais precisaram ser acionados;
ü O bem estar do grupo foi garantido ou apenas parte dele foi assegurado;
ü O povo foi bem alimentado;
ü O alimento estava boas condições de consumo;
ü O alimento foi bem armazenado;
ü Quanto o tratamento e destino do lixo produzido;
ü Os vizinhos gozaram do sossego comum a esses dias;
ü Os itens de primeiro socorro estavam presentes;
ü Houve necessidade de retorno para resolver pendências;
ü Houve apoio e aprovação dos pais ausentes;
ü Cooperou-se para o desenvolvimento espiritual de alguém;
ü Jesus estava no retiro, onde;
ü Gritou-se muito;
ü Doou-se o que sobrou para alguém;
ü A cordialidade foi presente com os conterrâneos;
ü Demonstrou oportunidade ou oportunismo;
ü Participou de algum trabalho na igreja local, se for o caso;
ü O grupo se expõe em meio aos eventos carnavalesco do local;
ü Onde o grupo estava durante o desfile de blocos;
ü Meu celular toca hinos;        
ü Fez amigos entre os nativos;
ü Pensou-se no eu ou em Deus ao agendar-se o alojamento;
ü Os casados foram reflexos de exemplo;
ü Quanto aos solteiros continuaram solteiros;
ü Retornei em comunhão com todos;
ü Valeu apenas o retiro;
ü Minha igreja vai poder me receber bem;
ü No local do retiro tinha mais agitação do que em minha localidade;
ü Será que continua sendo igreja;
ü Alguém me largou no alojamento;
ü Foi uma boa opção o retiro no carnaval.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na vida temos a oportunidade fazer muitas coisas e uma delas é aproveitar a vida. Calma não estou obrigatoriamente induzindo a que esse aproveitamento seja em maio a um retiro em pleno carnaval.
                Um retiro em pleno período carnavalesco pode ser uma boa opção de lazer mas vejo sobre outro olhar. O fato de deslocar um grupo de pessoas para expor a números exorbitantes de casos de perigos iminentes que são indiscutivelmente parte de estatísticas da Polícia Rodoviária Federal e hospitais de pronto socorro em todo o país.
Entendo que se houver um planejamento estratégico ocorrido a partir de uma equipe capaz de atender a demanda operacional, logística, afetiva e espiritual que se gera num evento desse perfil a produção de frutos é garantida. A qualidade dos frutos vai depender da veemência e respeito proposto a ser seguido pelo grupo. Isso por considerar-se por se só, ou coletivo mesmo, existe um benefício espiritual claro para todos. Isso se durante o retiro se invistas em estratégias de evangelismo dos crentes do primeiro carnaval e discipulado acompanhado de um ensino sistemático e assíduo durante os demais três dias. Fazendo assim seremos mais do que vencedores por aquele que nos amou.

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¹ Diácono (Assembleia de Deus), Pedagogo, Biólogo, Bacharel em Teologia, Especialista em Educação Ambiental e professor na rede pública e particular de ensino nas modalidades:   fundamental e médio. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MENINO BUCHUDO (poema)

Alevilson da Silva Tavares¹

Vivita é um menino buchudo
Quem nasceu carrancudo
Com poucos dias de vida
E dia quase certo de ida

Pequeno e muito animado
Sempre num canto calado
Atento e observador
Aprendeu a superar muita dor

Foi pra escola mais perto
No peito tinha algo certo
Que precisava mais que vencer
Precisava ser

Na escola procurou marcar
E fazer professor registrar
Que uma vida estava começando
E a educação avançando

Na mesma escola começou a vender
Tudo que outros meninos iriam querer
De balas, biscoitos a pipoca
Tinha de tudo em sua toca

Da toca ele olhava
E via o mundo que encantava
Da criança ao adolescente
Enchia os olhos de muita gente

O bucho de vivita continuava cheio
De lombriga e outras coisas pelo meio
Mas vivita continuou vendendo
E na biblioteca da escola lendo

Pegou amizade com a bibliotecária
A merendeira, diretora e secretária
Do professor ao vigia
A amizade estava tudo em dia

Vivita aos poucos aprendeu a falar
Uma linguagem que começou a lecionar
Na mesma escola que estudou
Vivita a vida de outros também mudou

Com tempo da toca ele saiu
Pois outras portas se abriu
Vvita foi pra faculdade
Com muita felicidade

O canto da toca permanece
Dela vivita nunca se esquece
Ainda serve de lembrança
Dos tempos que nunca foi “criança”

Hoje tudo ta bom
A vida tem outro tom
Vivita é professor
E leva alguém a ser doutor

Aquele menino buchudo
Que alguém o olhava carrancudo
Agora é respeitado
Por outro grupo selecionado

Um grupo que lhe admira
Pelo o que coloca na mira
Na mira do coração
Da razão e da emoção

O menino buchudo meu leitor
É resultado de uma dor
Que não demorou a passar
Mas que ele soube superar

Com muita resistência
Atenção e paciência
Aprendeu a amar o saber
Para alguém um dia ser.

____________________________________________  
¹ Diácono (Assembleia de Deus), Pedagogo, Biólogo, Bacharel em Teologia, Especialista em Educação Ambiental e professor na rede pública e particular de ensino nas modalidades:   fundamental e médio. 

ARTIGO: Vida de Mosquito

                                                                                      Alevilson da Silva Tavares¹ 
Porque de dia ninguém me ver?
De dia fico sempre próximo ou de olho em alguém, as vezes num canto bem reservado, em silêncio, aprisionado, não acalentado, em muitos momentos mal humorado.
Mas por que dia ninguém me ver?
Logo que chega a noite, qualquer sinal, som ou momento é logo percebido, ouvido, sentido. Parece que um sensor ativando a mente de alguém destacando minha aproximação levando assim a uma busca trágica para matança, quando não consegue existe aqueles que ficam a se praguejar.
Por que dia alguém não me ver? Não fico inerte, inativo, passivo. De dia faço muitas coisas que você nem imagina. Subo morro, desço morro, corro pra lá e pra cá, sou como qualquer um de vocês. Um cara bastante ocupado, mesmo no meu mundo encantado, ilimitado, fantasiado.
Ainda assim não consigo aceitar porque de dia ninguém me ver.
Quando veem um de nós morto, caído, parado, acabado em um canto qualquer, no chão ou mesmo em um colchão sempre aparece um a diz: bem feito, não podia ser diferente, do jeito que ia só podia dar nisso mesmo.
Ainda tem aqueles que não suportando o meu real estado sem titubear acionam alguém para me deslocar do local procurando um destino final distante de seus olhares.
Como pode? Porque de dia ninguém me ver?
Do meu modo, do meu jeito, formato, do meu passo, meio que engonçado mas sou parte de uma cadeia, nem que seja alimentar. Não é justo que me desprezem tanto.  Sou cônscio que tem sempre alguém dependente de mim, mesmo que seja pra satisfazer sua fome também. Mas o que me importa se hoje ou amanhã tem sempre um final na história de todos independente de qual venha ser.
Assim, assado, mal tratado, a verdade é que não sei se já fui bem tratado um dia. Mas sou convicto que tem coisas que minha memória já não comporta por ser tão destroçada, atrapalhada , mal arranjada que chego até a preferir a tornar algumas inúteis mesmo sendo tão útil para outros com perfis controversos.
Tenho muito que contar dos muitos momentos vividos, ouvidos e refletidos mas a ansiedade me toma e continuo a questionar. Por que de dia ninguém me ver?
Não são de dia os grandes discursos, as grandes vitórias, as muitas glórias? Não são de dia a posse, a sorte, a morte? Não é de dia o encanto, o desencanto e o espanto? Não é de dia que as luzes não são úteis, nesse momento, elas não precisam atuar, e as estrelas se escondem para não choramingar? Não é de dia que o grande é vencido, o pequeno percebido e, o inexistente é descrito? 
E eu? Eu fico na minha toca, loca, moca. Mas fico por pouco tempo pois sempre procuro dar umas voltas no meio de vocês que andam tão apressados em fazer de tudo um pouco. Sinto que vocês nem ao menos me nota. Não é verdade?
No mundo de vocês já criaram um lugar que andam afirmando que tem a minha cara. Como é mesmo o nome do lugar? Como poderia esquecer. Cracolândia. Será que fui longe demais?
Não, não me deixe reportar a minha morada que é comum no discurso duvidoso, por assim dizer, do povão. Mas é de vocês que estou falando. No meu vocabulário trata-se de apenas um aconchego. É, estou falando do lixo, não que eu seja lixo, só estou tentando me comunicar. Tem horas que até me sinto um mesmo. Com as coisas que uso, a comida que como, e o mau cheiro que ando por ai. Não vejo muita diferença.
Mas não sou mesmo um lixo confesso, sou apenas alguém que de dia ninguém me ver.
Já quando chega a noite me faço ser tão visível que até me gera pavor. Justamente no momento que eu queria me esconder, isso não posso.
A qualquer som ou num simples movimento produzido por mim sou atacado sem qualquer piedade. Não quero ser redundante mas é assim mesmo que acontece. As vezes só estou passando e sem esperar sou golpeado traiçoeiramente sem ao menos ter feito nada. Sem direito de defesa. Nunca esperei de um povo tão polido, educado bem moldado tamanha agressividade. Sinceramente não esperava tamanha agilidade, brutalidade, desonestidade, insensibilidade.
Não me estranha que a noite me favorece em muitas coisas. Já chegaram momentos que havia alguém que parecia que estava dormindo, isso foi o que acreditei pois vi as pálpebras relaxadas, que pensei com esses olhos fechados, estou seguro de circular sem temor por arredores. Que nada! A segurança que eu sentia era enganosa. Eu me enganei!
O transtorno que causei a pessoa, não iria lhe deixar nem mais pobre nem mais rica. Não é assim que dizem quando alguém pega algo do outro que não foi percebido e nem vai lhe fazer falta alguma? Pois bem só me era  necessário um pouco que levaria dias para ser notado. Por ser algo tão minúsculo, em muitos casos. Em outros ao raiar do sol logo se ver que algo estranho aconteceu é que sempre deixo vestígios dos meus surtos psicóticos.  Sei que isso sempre me custa caro. Muito caro!
Nos últimos tempos tenho notado que muitas casas, estabelecimentos comerciais, avenidas, pracinhas e departamentos públicos tem se equipado com um olho que “tem na sua íris” uma cor avermelhada e passam a noite toda piscando. Mas é engraçado que tenho uma convicção não serem olhos de gente. Pois estão sempre próximos a postes e paredes, as mesmas que sempre gostei de usá-las como apoio durante meus momentos de repouso.
Notei ainda que nas proximidades dos sulcos dos apoios de “olhos de ferro” estão sempre presos por algo que parece serem cabos. Acho que deve ser para fazerem esses tais olhos funcionarem. Já vi olhos desses darem voltas de 360o (trezentos e sessenta graus). Mas uma coisa posso afirmar com segurança esses olhos conseguem me acompanharem em muitos cantos de onde eles ficam presos. Isso me deixa pasmo.
Sinto que não preciso nem me movimentar para ser atacado, tem uns que são envolvidos por um brilho enorme.
Nessas últimas mudanças que venho percebendo trata-se da nova forma que vocês estruturaram-se para me atacar. Quando consigo entrar em um ambiente de vocês logo sou surpreendido por um líquido, acho que não é perfume pois nunca vi nem um de vocês usando uns nos outros. Mas em mim muitas e muitas vezes já usaram. Ainda sinto reflexos do mal cheiro produzido que até minha visão fica comprometida.
Tenho notado que tem gente se envaidecendo tanto que antes de ir para cama, rede ou mesmo sofá procuram envolver parte do corpo em um líquido para que eu não me aproxime. Fico cá nos meus botões pensando que passaram dos limites. Se enclausurarem para que eu não me aproxime ai já é demais.
Mas quais limites? Se na esfera que vocês vivem os limites são construídos ou desconstruídos por vocês mesmos.
Desse jeito também me previno, sempre que sou afrontado e posso revidar, não meço as consequências. Busco mostrar que no meu mundo tudo funciona de forma diferente, fazendo assim que ao notar que a vida é regida por leis entre sociedades.
Andei sabendo que já fui alvo de nomes de coisas que não sou. Nomes bastante ingratos que contribuem para me afastar ainda mais do restante da massa. E isso me conduz a um raciocínio de concorrência desleal. Concorrência gerada e alimentada por vocês mesmo porque no meu mundo funciona de forma coletiva.
Não me incomoda afirmar que estou no mundo por diversos fins e um deles é o da procriação. E falo isso mesmo não me preocupando tanto com minha prole, até entendo que se vieram ao mundo foi por permissão, então que se cuidem é a lei da natureza.
Não sei se estou sendo rude em pensar desse modo. É que no meu mundo os sentidos não são bem elucidados. Conosco as leis que são criadas não precisam serem votadas nem mesmo por aclamação. É olho por olho e dente por dente. Com esse comportamento impomos a lei do silêncio em momentos serenos, escuros, sóbrios justamente enquanto muitos de vocês dormem.
Tenho colocado em meus registros mais um situação intrigante percebida no cotidiano de vocês é o aumento descontrolado da competitividade por qualquer coisa.
Que coisa mais bizarra!
É uma correria uns deixando os outros para trás a qualquer custo sem ao mesmo considerar os esforços investidos por cada um. E isso acompanhada de uma argumentação de deixar um intelectual completamente desvanecido para contra argumentar. Lembro-me de uma frases do tipo é para uma boa causa; é pra melhorar; é pra ajudar; é pra mudar; deixa pra lá; vamos voltar ao nosso raciocínio.
Entre as muitas faces de vocês tem uma que me machucam fortemente. Investem tempo indo para TV para colocar palavras em minha boca, mostrar que sou o pior ser do mundo, que pego o que não é meu, entrou em lugares que não deveria ter entrado, mesmo que estes sejam do meio feito, desejo e prazer.
Ainda por cima chegam até a armar pessoas que nem ao menos foram treinadas para portar uma arma. Mesmo sabendo que o mal uso delas pode ser letal. Sempre é letal. Já vi algumas crianças colocando fim a suas próprias vidas com esses objetos de uso catastrófico.
Quantas lágrimas já foram derramadas em função desse mal comportamento social. Lágrimas de um preço egocêntrico e brutal.
Sabe, vocês investem mais tempo pensando em me atacar do que em me acomodar. Não estou em hipótese alguma reivindicando um espaço na casa de vocês para mim. Não. Estou em busca de um lar descente.
Cuidados com o que tem sido colocado na TV, pode até ser uma arma sem munição porém com um poder de destruição em massa. Vejam quantas tragédias com duração de curto, médio e longo prazo. Um dia vão dizer o mosquito tinha razão.
Como é que é? Talvez tenha sido sua indagação. Acompanhei essa trama toda pra no final saber que eu um humano dialogava com um mosquito?
Sim é um mosquito que tenta deixar uma marca no tempo, no vento, no pensamento. Concordaremos que os esforços são tanto, e na maioria das vezes tão eficazes, fáceis, aceitáveis.
Me incomoda lembrar que até mutirões são organizados para exterminar os mosquitos, mesmo sabendo que  é só pra vender uma imagem via mídia. Pois se compararmos com a tamanha necessidade a ser corrigida em diferentes esferas sociais falta muito a se fazer.
Vocês sabem que os meios para ajudar perpassam em confrontar interesses que vão além do nosso mundo. Giram em torno do mundo de muitos dos seus. Pessoas que atingem escalões sociais invejáveis para muitos, e que são galgados por poucos. Outros nem precisam de tanto esforço. Dai uma ser imprescindível uma ação estratégica, sistemática, conjunta e permanente o que poderia aplacar midiaticamente a problemática.
Mas como correr o risco de atirar no próprio pé. Prender amigos e parentes em benefício do coletivo, ou melhor de um mosquito.
O questionamento que persegue os caracteres desse manuscritos trata-se de um grito das caladas da noite sempre será. Por que de dia ninguém me ver?
Eis aí uma realidade inquietante, angustiante, gritante de se tornar visível, por via de uma reflexão, que tem alguém pedindo socorro.
O fato caro leitor é que existem muitas realidades se fundindo e se contradizendo em nosso entorno que não é creditada a altura da necessidade vigente. Ocorrendo em todo lugar e momento seja dia ou noite.
Imagina agora que já estão se estruturando como uma sociedade 24hs. É nítido o fracasso se não houver uma ação coletiva sem mesquinhez de tempo, sentimentos, questionamentos. Assistirão em breve um quadro que nenhum programa de TV teve a ousadia de indexar em sua grade.
O mundo pode se chocar ainda mais com as consequências geradas a partir das negligencias de vocês mesmo.
Tem gente de perto, de longe, de dentro e de fora de sua casa que nesse momento pode estar precisando de sua ajuda, não financeira exclusivamente, mas espiritual, afetiva dosada com uma palavra de incentivo, apoio. Estão precisando muitas vezes de um norte. Um norte para tentar a sorte.
Não deixes que esse eco venha ser presente em seu cotidiano familiar. Se isso acontecer viverás a dureza de ter que enfrentar, ouvir e meditar.
Por que de dia ninguém me ver?
Esteja certo de que é saudável quando se ajuda alguém a deixar de ser transparente. É nutritivo ajudar alguém ser gente. É racional ver gente ajudando gente a ser gente do bem, ser um agente do Amém, um agente de Deus.



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¹ Diácono (Assembleia de Deus), Pedagogo, Biólogo, Bacharel em Teologia, Especialista em Educação Ambiental e professor na rede pública e particular de ensino nas modalidades:   fundamental e médio. 

domingo, 31 de janeiro de 2016

VIDA DE BÊBADO (poema)

                                                                                                    Alevilson da Silva Tavares¹

Bêbado que bebe só
É sofrido, maltratado, isolado
Mostra ou se amostra?
Mostra o que não quer
Se amostra quando não pede ajuda
Complica, implica, aplica
Um golpe em si mesmo
No passado tenta voltar
Apagar, ilustrar, anular
Faz conexão, com a mão, com pé
Com o riso, o choro, o abraço
Busca coragem, amizade
Foge da saudade, rivalidade
Consigo, contigo, com o outro
Tem, tem. Tem
Tem, tem. tem
Tem...
Tem bêbedo que bebe por elegância
Outros por ganância, arrogância.
 Infância não amadurecida
Fica empobrecida, mal resolvida
Tem bêbado que bebe sozinho
No canto, lá no fundo do bar
A mesa fica grande de olhos abertos
E minúscula quando baixa a cabeça.
Fecha os olhos e se apoia em si mesmo
Tem bêbado que é tão sozinho
Que não bebe sozinho
Só pensa no grupo e com ajuda do grupo
Atua com profissionalismo
Cria profissionais, é um exímio profissional
Controla, direciona e aciona mentes
Enquanto a sua é seca, mórbida, presa.
Presa no vazio que inquieta, aquieta-o no álcool
Mas esses são bem quistos, vistos
São bem queridos. Mas são isolados
E precisam de ajuda
De alguém que pense o problema
sob uma ótica de fora, ampla
Ah!  Que tem!
Tem bêbado ex-presidente
Descontente, aparente, dormente
Um bêbado que explora o mundo dos outros
Viaja muito tentando aproximar
Acoplar, direcionar, alavancar
Discursa pra muitos
Multidões, nações
Mas não mantem um diálogo consigo mesmo.
Mas que coisa!
Tem tanta coisa ao seu dispor
Mas não consegue se preencher
Pois o vazio nunca foi e nunca será
Preenchido pelo álcool
Entenderam? Bêbados de meu Brasil?
Existe escape para vocês!

Jesus!

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¹ Diácono (Assembleia de Deus), Pedagogo, Biólogo, Bacharel em Teologia, Especialista em Educação Ambiental e professor na rede pública e particular de ensino nas modalidades:   fundamental e médio.